“Cheiros fortes é deles que eu gosto.
Perfumes caros, cítricos, doces e fortes. Ele possuía um cheiro de perfume forte com hortelã, às vezes levemente misturado com cigarro, digo levemente afinal eu só conseguia senti-lo quando estava agarrada a ele. Hostil, dominador, escorregadio, porém às vezes conseguia me transmitir paz e proteção em seus olhares. Ele era perigoso, denomino o assim afinal adorava sair por ai, adorava usufruir de momentos que dizia que não eram para mim. Era um homem que prestava e ao mesmo tempo não, aos meus olhos ele era aceitável, conseguia me ganhar em nossas maiores discussões, contornava meus pensamentos e as situações que para mim eram preocupantes e para ele não. Eu gostava do jeito que ele me olhava, do jeito que me tocava, admito que ele me atraia de um jeito diferente. Nunca fui das melhores moças por isso não poderia encontrar dos melhores homens, porém confesso a mim mesma que prefiro uma boa dose de audácia com beijos e toques firmes do que fechamento com toques leves. O perigo sempre me atraiu o gostinho de se perder em algo novo mais ainda, usufruo o que posso e tento mesmo com o que não posso. O jeito dele e o meu jeito misturados, duas pessoas que nunca gostaram de limitações e que de tão diferentes acabaram se tornando iguais.”
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Perfume forte, hortelã e cigarro. Beeh Araujo (
s.i)