“É difícil compreender todas as pequenas coisas do amor quando você não está presente. Porque quando se ama, uma música não é só uma música, estrelas não são só estrelas… tudo se torna um espelho dos sentimentos. E como será o mundo quando você não está nele? De quem o sol iria roubar sua luz? Qual seria o sentido daquelas melodias, se em cada verso, você não estaria mais presente? Pois é, tão perto e tão distante ao mesmo tempo… é assim que eu me sinto sem você. Na verdade, como eu supostamente deveria me sentir quando você não esta aqui? Deveria sorrir e aguentar, é o que todo mundo diz. Mas qual o sentido de sorrir o dia inteiro, se no meu dia inteiro não ia poder sorrir pra você? Não existe lógica, não tem resposta. Eu podia gritar pra te ter de volta, não sei se adiantaria. Mas eu te amo tanto, tanto que te deixo em paz, que te deixo ir. Mas como é maravilhoso pensar na sensação de te ter de novo, de poder te sentir de novo. De escutar aquela voz dizendo que não ia desistir de mim… de quando você dizia que eu era linda, que tinha olhos lindos, que escrevia bem, e pela primeira vez em toda a minha vida eu acreditava. Ainda tenho teu cheiro guardado na minha blusa. Ainda tenho nossas conversas. Ainda penso todos os dias, ao acordar, o quão seria bom acordar com o teu bom dia de novo. E ah, que saudade eu sinto do seu beijo. De poder sonhar com os pés no chão, de aceitar teu pedido de casamento. De não dar a mínima pro mundo lá fora. Era só o mundo. Já você, é o meu mundo. E como é bom sonhar em te ter de volta. Porque eu sei me virar sem você, sempre soube. Sei sorrir, caminhar, sei viver. Mas como seria bom fazer tudo isso ao seu lado… só me resta sonhar. Me segura só um pouquinho ? Tenho medo de acordar.”
— “Como deixar de amar ?”
Jade Costa (
d-ramatic)
“Amar é surpreender. É sentir os nervos da pele se aguçando só porque a pessoa está se aproximando…o que é o mundo nessas horas ? Nada. E eu amo como o mundo fica nada, fica quase, fica quase inexistente quando você chega mais perto. Então faz aquilo de novo, respira de leve na minha cabeça e pergunta como foi meu dia. “Meu dia só começa quando eu te vejo.” E eu tento sobreviver de mil maneiras diferentes e repito á mim mesma que dessa vez o amor não vão ganhar, mas poxa, como se consegue pensar com sanidade quando seus lábios se encontram com os meus ? É, você faz isso. E eu vou rir, pensando em toda a felicidade absurda que você me trás, e trás mesmo. Eu vou dormir sorrindo, e todas as paredes do meu quarto vão saber que o motivo é você. E eu vou te deixar entrar na minha vida e tomar de conta de todos os espaços ainda vazios. São todo seus, assim como eu. Porque no final, sempre é a tua gargalhada alta que eu vou buscar, e chega uma hora que fica difícil conviver com as mesmas risadas, os mesmos sorrisos, os mesmo assuntos, as mesmas gírias…é quando todas as pessoas que não fossem como você perdessem todo o brilho, quando o mundo se torna inferior, se torna quase, quase nada, quando não é você. E que lindo é te ver aguentando todo esse estrago que eu sou, todos os defeitos, todos os palavrões e a frieza. E que lindo é você. E que lindo é poder te ver de novo, poder te sentir de novo, te ter comigo vinte-e-cinco horas por dia. Te carregar no meu consciente durante cada passo que eu dou, durante cada hora igual do meu dia. Mas é isso mesmo, né ? Era assim que tinha que ser. Chegou na minha vida, me fez pensar de uma forma meio nada haver, pensar que “quem ama, te procura.” Me fez procurar, e no meio de tanta procura, te achar. E por fim, não há ninguém como você. Ninguém que me faça ser assim, tão absurdamente feliz por nada. Só pela simples certeza que você vai estar aqui. E que seja assim, meio sem jeito, meio com brigas, meio torto, mas que seja. Que seja você. Que seja eu e você.”
“Eu a amava apesar da razão, apesar das promessas, apesar da paz, apesar da esperança, apesar da felicidade, apesar de todas as oposições que houvessem.”
“Eu sempre fui fã de The Vampire Diaries, mas eu nunca aceitei a Elena querer ficar com o Stefan e com o Damon. Ela tinha que escolher, porque eu acreditava que ninguém era capaz de amar duas pessoas ao mesmo tempo, até o dia em que eu conheci a Beatriz. O dia era 9 de abril e eu tava no shopping comprando o presente de um ano de namoro com a Fernanda. Eu tinha andado o shopping inteiro e procurado um presente perfeito para a menina perfeita, mas nada parecia ser suficiente. A Fernanda sempre foi o amor da minha vida, desde a oitava série eu era apaixonado por ela, mas ela nunca tinha prestado atenção em mim, até o dia que ela ficou de recuperação em Geometria Analítica e a mãe dela, que sempre foi amiga da minha mãe, pediu para que eu desses umas aulas particulares à ela. E foi aí, em uma dessas aulas que a gente deu nosso primeiro beijo. Ela sempre foi a menina mais linda que eu já havia conhecido, o sorriso dela era tudo que eu precisava pra sorrir também, era como se eu já tivesse nascido para ser da Fernanda e ela também desde sempre tava destinada a ficar comigo. Nos 12 meses até o dia em que eu conheci a Beatriz, eu nunca havia prestado atenção em nenhuma outra garota, eu nunca fui muito de festas então eu passava todos os fins de semana com a Fê, a gente estudava de manhã, ela no primeiro ano e eu no segundo, a tarde a gente sempre dava um jeito de se falar e a noite eu ia na casa dela. Todos diziam que a gente era o casal perfeito e que nada ia nos separar. É, eu também acreditava nisso. Mas aí eu vi a Beatriz, com a cara lavada, sem um pingo de maquiagem, o cabelo loiro preso em um rabo de cavalo, blusinha branca, short jeans, perfume doce. Aí ela olhou nos meus olhos, os olhos verdes dela encontraram os meus castanhos, eu devo ter feito uma cara de tremendo idiota, mas ela não disse nada, apenas sorriu. Que sorriso lindo era aquele? Fiquei sem ar, fiquei sem jeito, fiquei com medo. Ela deve ter pensado que eu era um idiota, porque eu não consegui sorrir de volta. Ao contrário, eu fiz foi perder o equilíbrio e esbarrei em um bancada cheia de brincos, os brincos todos caíram no chão e todos dentro da loja me olharam com desprezo. Ela riu, eu não me contive e ri também. Eu me abaixei para poder juntar os brincos e ela se abaixou também.
- O que foi isso ein? - Ela disse com uma voz calma, sotaque mineiro
- Isso o quê? - Eu respondi sem jeito
- Isso ué! - Ela disse rindo
Ela me ajudou a juntar todos os pares de brincos sem dizer mais nenhuma palavra. Depois que nós ajeitamos tudo, uma das vendedoras nos expulsou da loja.
- Valeu, é… Por ter me ajudado.
- De nada, cê é sempre assim? Desastrado?
- É, eu acho que sou.
Ela riu, eu ri.
- Deixa eu te pagar um sorvete? Como forma de te agradecer.
Ela apenas sorriu. Quinze minutos depois nós estávamos sentados na praça de alimentação rindo sem parar do acontecido na loja de jóias do primeiro piso. Eu incrivelmente já havia contado quase tudo de mim à ela, tinha dito do meu sonho em ser arquiteto e da pressão que meu pai fazia para eu ser advogado, disse das viagens que eu sempre fazia no fim do ano, disse que eu amava Scracho e ela disse que também amava essa banda. A gente até cantarolou Passa e Fica: “Passou, como tudo passa e algo em tudo que passa, fica. Passou, porque tudo passa, porque tudo se pacifica”. Contei à ela do meu medo de não passar no vestibular e contei de umas outras mil coisas à ela. Ela falou que tinha chegado no Rio a poucas semana e que era mineira, disse que sentia saudades das amigas. Perguntei se ela namorava e ela disse que terminou um dia antes de viajar. Eu menti quando ela perguntou se eu namorava. Aí veio uma frase de um filme que eu havia assistido e não lembrava o nome, era algo assim “Mas é sempre assim, com a pessoa certa as coisas fluem. Assuntos, abraços, beijos…” Até que ela disse que precisava ir. Eu disse que também estava atrasado. Ela me deu o número dela e disse que tinha adorado me conhecer. Eu disse que o prazer tinha sido meu. Dois beijinhos no rosto. Ela saiu e eu fiquei ali parado, pensando se eu ainda ia vê-la de novo. Levantei e desci correndo a escada rolante que ela tinha pego a alguns minutos. Ela tava olhando a vitrine de uma loja, eu me aproximei, ela me olhou e sorriu. Eu sorri. Cheguei mais perto e a beijei. E nenhum beijo na minha vida foi tão bom como aquele, era como eu e ela já fossemos conectados há muito tempo, outras vidas talvez. O beijo parou, eu olhei no fundo dos olhos dela. Ela sorriu.
- Pensei que você ia me deixar ir embora sem me dar um beijo.
Eu sorri. O clima era perfeito, quem passasse por aquele corredor pensaria que nós eramos um casal, até que meu celular vibrou e eu voltei à realidade. “Lucas, cadê você? Já são oito da noite e eu tô te esperando pra gente ver o último episódio de TVD. Vem logo bê”. Eu me despedi da Beatriz. Fingi que nada havia acontecido quando vi a Fernanda, eu quase contava, mas eu não podia perder a mulher que eu amava. E foi na hora que eu fui dormir que a minha cabeça mais pesou. E olha no que eu mais pensei, no último episódio de The Vampire Diaries. A Elena havia escolhido o Stefan e no meu caso a Fernanda era o Stefan, ok essa foi uma péssima comparação, mas foi no que eu pensei. Mas no fundo, a Elena amava o Damon, amava porque ele fazia ela se sentir viva. E eu me senti vivo nas poucas horas que eu fiquei junto da Beatriz. E no fundo, eu sempre torci para a Elena terminar com o Damon, e não com o Stefan.”
— Um amor à três: Então qual é?
Damon ou Stefan? (via
heartsuffix)